Mudei

 

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Faz tempo que minha amiga Marion insiste para que eu mude para o Blogspot. Ando cansada de ouvir meus amigos dizerem que não conseguem comentar. Já tenho contato com os responsáveis pelos blogs, mas os ténicos não sabem resolver os bugs. Avisei que no Blogspot os comentários surgem antes de baixar todos os posts, mas eles não se interessaram. O Uol Afiliados há mais de 6 meses que não sabem arrumar e culpam meu navegador, sendo que minhas amigas também não conseguiram.

No Blogspot tem enquete, os comentários surgem logo . Posso editar o lugar das fotos, enfim, mudei, espero que gostem da minha nova casa. E eu tenho mais de 1 Giba para postar fotos e não pago nada, aqui pago uma fortuna, tenho menos do que isso e eles não ajudam quando o espaço chega ao limite, nem se você quiser pagar mais.

Dália Negra

Assisti Dália Negra (2006) de Brian De Palma no Telecine Premium. Uma co-produção entre Estados Unidos e Alemanha. É um filme esteticamente impecável, milimetricamente pensado, mas sem alma. Era para ser o melhor do filme noir, mas tem muitos momentos kitsch. Na construção de um filme policial, colocaram aspectos atuais. Um serial killer mata mulheres, o que lembrou muito Seven. As cenas então são violentas e exageradas como os dias de hoje, e até um pouco patéticas. Entraram em confronto com o estilo noir, mais silencioso e psicológico.

Os atores também não estão em seus melhores momentos, mas talvez seja um problema da direção. Na tentativa de fazer tudo uma fotografia, de lembrar o noir, de pensar nos mínimos detalhes, eles ficaram forçados e pouco naturais, mesmo tendo a excelente e bela Scarlett Johansson e a Hilary Swank. O roteiro é baseado em um livro de James Ellroy. Outros protagonistas são: Josh Hartnett e Aaron Eckhart.

Vou falar detalhes do filme: O tempo todo não entendia a alusão de que a personagem da Hilary Swank era a cara da moça assassinada, interpretada por Mia Kirscher. As duas atrizes absolutamente não tem nada a ver uma com a outra. Uma de lindos e grandes olhos azuis quase transparentes, a Hilary Swank, se por um acaso tem olhos claros, são quase imperceptíveis. A Hilary Swank é uma mulher grande, a Mia Kirscher miúda, fora a diferença de idade. A cena que nosso protagonista descobre o assassino e atira em objetos de valor na mansão é patética. Uma mistura de Indiana Jones com filmes de comédia barata, besteirol americano. É patético. Que dirá a cena da atriz em decadência que atira em sua própria boca. Dália Negra traz um roteiro desconectado, beirando o mal feito. Esteticamente é tudo lindo, em tons sépia, belos figurinos, mas é tudo sem alma e com interpretações duras, difíceis, conseqüência possivelmente de uma direção castradora.

Beijos,

Pedrita

Flores do Amanhã

Assisti ao filme chinês Flores do Amanhã (2005) de Zhang Yang no Cinemax. Eu simplesmente amei esse filme, de uma poesia incrível. Relata a história de uma família chinesa até o nascimento do neto. Logo no início descobrimos que o papai viveu preso vários anos. Seu filho já está rebelde e sem limites. A mãe não sabe educar o garoto e deixa ele fazer tudo o que quer. Também trabalha muito para conseguir sustentar a família. Mas o pai também não sabe educar, na tentativa de colocar limites na educação do filho, ele é severo demais. E a criança ainda tem dificuldade de aceitar o pai que nunca conheceu, já que o pai foi preso quando ele era muito pequeno. Na China muitos eram presos por divergências ao partido comunista, ou até mesmo suspeitas injustificadas. Mas em Flores do Amanhã não sabemos o motivo. O pai sofreu muito nos campos de trabalho, ele era pintor e quando pediu que o castigo fosse em qualquer lugar do corpo menos nas mãos, sofreu duramente nas mãos, perdendo toda a sensibilidade para a arte que era a sua profissão.

A garoto cresce, fica adolescente, continua rebelde e revoltado com a severidade do pai. No final ele já está adulto. Flores do Amanhã é um filme delicado, realista, sobre a dificuldade de educarmos os filhos, sobre as dificuldades de viver em um país comunista e pobre, mas as relações familiares são muito parecidas com todas as que conhecemos, só há a diferença cultural, mas são muito similares as dificuldades de educarmos bem os filhos. Flores do Amanhã também fala abertamente de aborto, já que na China é permitido e acho bom filmes que mostram outra realidade. Muitos discursos de pessoas que são contra a legalização, falam que o aborto será banalizado e Flores do Amanhã mostra que não. Apesar da permissão do estado, os conflitos são os mesmos, porque não é uma decisão fácil, apesar de ficar sob responsabilidade do indivíduo. É a mesma dor e culpa de sempre, mesmo que culturalmente a China até incentive o controle de natalidade pelo aborto, que não acho o mais aconselhável. O melhor é a prevensão e os métodos contraceptivos.

Quem interpreta as três fases do protagonista são os atores: Zhang Fan (9 anos), Ge Gao (19 anos) e Wang Haidi (30 anos). Outros são: Haiying Sun, Joan Chen, Zifeng Liu,Haiying Sun e Hong Yihao. A fotografia de Jong Lin é belíssima. Flores do Amanhã  ganhou os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Fotografia, no Festival de San Sebastián. As pinturas que aparecem no final na exposição e no pôster foram feitas por Zhang Xiaogang. Flores do Amanhã começa em 1976 e vem até 1999 aproximadamente.

Beijos,

Pedrita

Antes e Depois

Assisti Antes e Depois (1995) de Barbet Schroeder na HBO.  Não chega a ser um grande filme, mas é interessante para debates e reflexões. O roteiro é baseado em um livro de Ted Tally. Começa com o assassinato de uma adolescente. O filho de um casal é o principal suspeito e está desaparecido. Ele tem 16 anos, a mesma idade da menina morta. Os pais são interpretados pelos ótimos Meryl Streep e Liam Neeson. O casal ainda tem uma outra filha. É bastante complexa a trama e as decisões desses pais surpresos com os fatos. Eles estão preocupados com o desaparecimento do filho, acreditam que o filho e a moça tenham sofrido algum tipo de atentado. O filho desaparecido é interpretado por Edward Furlong. O advogado por Alfred Molina. E a filha mais nova por Julia Weldon.

Vou falar detalhes do filme: Antes e Depois é interessante sobre debates entre pais e filhos, advogados, sobre posturas e proteções, principalmente se tentarmos olhar com distanciamento e sem moralismos. Não para abandonarmos nossas convicções éticas, mas para tentarmos ver o que distorções e proteções aos filhos podem causar. Sobre a divergência dos pais quanto a educação dos filhos, ensinamentos de conceitos. O quanto um lado pode escolher aceitar as decisões do outro pela harmonia da família, às vezes anulando posições contrárias. Achei bem interessante o roteiro de Antes e Depois e bem pertinente nos dias de hoje, onde os pais protegem seus filhos a qualquer custo.

Beijos,

Pedrita

27 Beijos Perdidos

Assisti 27 Beijos Perdidos (2000) de Nana Djordjadze no Telecine Cult. Uma co-produção entre Georgia, Inglaterra, França e Alemanha. Não é muito o gênero de filme que eu gosto, apesar de trazer bastante surrealismo que adoro, mas a linguagem erótica não é o que mais gosto em cinema. Uma garota de 15 anos vai morar com uns parentes na República da Geórgia. Ela se apaixona por um homem de 41 anos e o filho dele se apaixona por ela. Na sinopse fala de uma estonteante menina, mas eu não achei ela linda dessa forma. Achei uma menina de 15 anos que cresceu muito rápido, está muito magra e ainda em formação. Uma adolescente mesmo. A narrativa mostra os moradores dessa cidade, mas há muito nu, e cenas tendo o sexo como assunto. Uma das moradoras é casada com um tenente, mas se envolve com vários homens durante a trama. Vive correndo pelada pra lá e para cá.

Há um homem que tem um barco que nunca encontrou o mar. Há alguns momentos do filme que me lembraram outras histórias que vi. Gostei do filme como estudo, para analisar outras formas de linguagem, mas não vi graça no humor, nem mesmo no humor negro. É muito linda a narrativa inicial, dos 27 Beijos Perdidos. A garota de 15 anos é interpretada por Nino Kukhanidze. O garoto por Shalva Iashvili e o pai  Yevgeni Sidikhin. Alguns outros são: Pierre Richard e Amaliya Mordvinova.

Beijos,

Pedrita

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